Recife tem plano de mobilidade

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PREFEITO LANÇA PRIMEIRO PLANO DE MOBILIDADE DO RECIFE
Fernando Silva 
 
Plano foi apresentado pelo prefeito nesta quinta-feira (10) 
O estudo valoriza a interação dos deslocamentos de pessoas e bens, a partir da melhoria da infraestrutura da malha viária da cidade

Por Marcela Sotero

Promover a alimentação do Sistema Estrutural Integrado (SEI) e reduzir as situações de isolamentos da população, dando acesso aos serviços de saúde, educação, lazer e oportunidades de trabalho e renda. Esses são os principais objetivos do Primeiro Plano de Mobilidade do Recife, que foi apresentado pelo prefeito João da Costa, na manhã desta quinta-feira (10), no Auditório Capiba, 15º andar do edifício-sede da Prefeitura do Recife.

Desenvolvido pelo Instituto da Cidade do Recife – Engenheiro Pelópidas Silveira, o estudo valoriza a interação dos deslocamentos de pessoas e bens, a partir da melhoria na infraestrutura da malha viária recifense. “O grande crescimento de frota de transporte individual tem limitado a mobilidade nas grandes cidades brasileiras, inclusive no Recife, que é o 6º maior crescimento do números de carros do país. Com o Plano, estamos nos antecipando às necessidades urbanísticas, pensando no futuro do município”, disse o prefeito João da Costa.

Ainda de acordo com o gestor municipal, este é apenas o primeiro passo. “Este ponto de partida é fundamental para criar um roteiro de instrumento e maturidade e estruturação do sistema. A partir da elaboração dessas propostas, Recife conta com um planejamento estratégico”.
O desenvolvimento do estudo contou com discussões com empresários, ONGs, instituições de ensino superior e da sociedade. “Tudo foi pensado em conjunto, sobretudo com a população por meio do Orçamento Participativo”, falou João da Costa.

De acordo com os estudos realizados, cerca de 95% do transporte público de passageiros da Região Metropolitana do Recife (RMR), circula nos limites da cidade. A proposta é que o sistema de deslocamento seja reestruturado, a fim de integrar os diversos modais (carros, ônibus, metrô, bicicleta, barco, teleféricos), proporcionando o acesso democrático ao espaço urbano de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável. Assim, o Plano de Mobilidade prioriza a implementação de sistemas de transportes coletivos de qualidade para melhorar o deslocamento dos cidadãos.

Também foi observado que um terço da população (cerca de 500 mil pessoas) mora em morros, muitos deles com altas escadarias, e não tem acesso a transportes coletivos próximos de suas casas. Para tal realidade, o Plano pretende que a mobilidade seja garantida por meio de calçadas revitalizadas, teleféricos, terminais integrados ao comercio, transporte público de qualidade. E, por fim, levar o usuário até seu destino, por meio de faixas exclusivas de ônibus, diminuindo o tempo de ir e vir.

“Na prática, a idéia é pegar as pessoas o mais próximo possível das residências e levá-las para os corredores do sistema estrutural integrado que, na maioria das vezes, estão concentrados no centro da cidade, os pontos de conexão”, explicou o presidente do Instituto da Cidade do Recife – Engenheiro Pelópidas Silveira, Milton Botler.

Também participaram da apresentação os secretários municipais Amir Schvartz (Controle, Desenvolvimento Urbano e Obras), Evelyne Labanca (Gestão e Planejamento), Cláudio Duarte (Educação, Esporte e Lazer), Roberto Arrais (Meio Ambiente), além do presidente da Câmara de Vereadores Jurandir Liberal e do reitor da Universidade Católica de Pernambuco, Padre Pedro Rubens.

Transporte alternativo – Além de questões como inclusão social, gestão participativa e democratização do espaço público, o Plano de Mobilidade preconiza temas como sustentabilidade ambiental. O estudo traz uma questão importante: o Recife tem condições e deve valorizar o deslocamento a pé e o uso de transporte não-motorizado, como a bicicleta, que são formas de deslocamento sustentável e não poluentes.

Para isso, uma das condições básicas do Plano é a valorização do passeio de pedestres, ciclovias, corredores verdes, ou seja, o primeiro contato do cidadão para acessar qualquer sistema de transporte. “Há, ainda, os transportes fluviais; através da mobilidade nos rios, pode-se se deslocar por toda a cidade e chegar até o Varadouro, em Olinda. Já fizemos o percurso, avaliamos o tempo, mas ainda é necessário analisar a viabilidade, sobretudo o design dos meios de transporte”, falou Botler.

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